Nos últimos dois anos, a forma como trabalhamos com design mudou drasticamente. Ferramentas de IA deixaram de ser novidade e se tornaram parte essencial do nosso toolkit. Mas como integrar tudo isso sem virar refém da tecnologia?
Neste artigo, vou compartilhar o workflow que desenvolvi ao longo de meses de experimentação. Não é uma receita mágica, mas um ponto de partida para você adaptar à sua realidade.
Entendendo o papel da IA no design
Antes de mergulhar nas ferramentas, é importante ter clareza sobre quando e por que usar IA. Nem toda tarefa precisa de automação, e nem toda automação vai te deixar mais produtivo.
Regra de ouro: Use IA para tarefas repetitivas e de baixo valor criativo. Mantenha o controle sobre decisões estratégicas e a visão do produto.
A IA funciona melhor como um assistente, não como substituto. Ela pode gerar variantes, sugerir alternativas e acelerar execução, mas a curadoria e direção criativa continuam sendo suas.
Ferramentas que uso no dia a dia
Minha stack atual é composta por ferramentas que se complementam. Cada uma tem um propósito específico:
- Claude — Para brainstorming, copy e análise de conteúdo
- Cursor — Para prototipagem rápida e código
- v0 — Para gerar componentes UI rapidamente
- Midjourney — Para referências visuais e moodboards
- Figma AI — Para variantes e auto-layout inteligente
Meu workflow em 5 etapas
Esse é o processo que sigo para a maioria dos projetos:
- Discovery com IA — Uso Claude para analisar briefs, pesquisas e gerar perguntas iniciais
- Referências visuais — Midjourney para moodboards e exploração de direção visual
- Prototipagem rápida — v0 para gerar componentes base e Cursor para ajustes
- Refinamento no Figma — Figma AI para variantes e estados
- Documentação — Claude para gerar specs e documentação de handoff
Conclusão
A chave para usar IA de forma produtiva é encontrar o equilíbrio. Não deixe a tecnologia ditar seu processo, mas também não ignore as possibilidades que ela oferece. Experimente, adapte e encontre o que funciona melhor para você.